quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quando anunciei às pessoas próximas que havia uma forte possibilidade de passar dois anos a trabalhar fora, o que mais ouvi foi:

"então e o A.?"
     tem o contrato de bolsa de PhD dele até ao início de 2018.

"então e as tuas gatas?"
     ficam em Lisboa com o dono, como é óbvio.

"mas vais-nos abandonar assim?"
     não vou abandonar, vamos continuar a ser amigos e vamos falar muito por Skype.

"então mas porque é que não trabalhas cá?"
     porque quero ser cientista e no meu país infelizmente não há dinheiro para financiar todos os doutorados que querem ser cientistas nas Ciências da Vida, a competição é mais que muita, e a experiência internacional só me valoriza o CV.

"mas e vais quando?"
     ainda não sei o dia certo, tenho que decidir com o futuro chefe.

"e estás preparada ara ser emigra?"
     não vou ser bem emigra. quer dizer, vou. E não falo a língua do país de destino. mas também é já ali e os voos são baratos e posso cá vir com frequência.

"então e depois, como é que vai ser?"
     pois que não sei, ainda muita água tem que correr, e eu ainda nem sequer fui...

Fui sempre relevando e respondendo com ligeireza porque parecia que o dia estava longe. Mais longe que o dia da Defesa, em boa verdade. Agora que comecei a dar início ao processo, nomeadamente preencher formulários, pedir certidões, cartões e coisas do género, parece que o nó no estômago se acentua e que isto vai mesmo acontecer. É uma sensação semelhante à que se apoderou de mim quando tive que sair de casa para ir para a Faculdade, com a agravante que não estou à distância de um Intercidades Pragal - Vendas Novas. 

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

.a minha amiga é o Barney Stinson...

... e não é pelo número de conquistas. Por motivos de aniversário próximo, andamos em processo de reunião de fotos. E que eu veja, não há uma única fotografia em que ela fique mal. Mas nenhuma. Raça da rapariga que além de gira é fotogénica. Eu sei que no Facebook temos sempre tendência a pôr só as melhores, mas caramba.... nem naquelas em que há um monte de gente e em que a coisa podia resvalar para uma má cara.

E acreditem quando vos digo que 90% das fotos de grupo em que ela aparece são fotos de eventos deportivos, com pessoas descabeladas, a suar, todas vermelhas, de boca aberta (fotos em que yours truly fica sempre esbaforida impecável, estão a ver?).

Ainda ontem comentava isso com outro amigo e cheguei à conclusão que a minha amiga é uma espécie de Barney Stinson:


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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

.randomness #10

Percebes que tens um drama da vida doméstica quando, no primeiro dia de sol numa semana, tens umas cinco máquinas de roupa para lavar, duas das quais compostas por roupa pesada (vulgos "turcos"), e um espaço limitado de estendal.

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terça-feira, 9 de junho de 2015

.randomness #9

Coisas que me deixam encanitada: centros comerciais com piso de estacionamento - 3 e - 4 que estão SEMPRE fechados (tirando uma semana durante o ano).

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

. é karma. Só pode

Chegaste às 09.30 a pensar que às 18.30 estavas despachada, não era?

E trouxeste um almoço rápido de sopa e sandocha para comer em meia hora entre incubações, não era?

E seguiste os tempos todinhos a toque de caixa a pensar que que ias mais que a tempo da tua aulinha de Step Power, não era?

E era. Se tivesse ficado tudo bonito no fim, coisa que não aconteceu.

E quando não fica bonito vá de repetir e de adiantar meio dia de trabalho que ia ter a mais amanhã, porque o que é bom é comer um croissant misto da máquina e sair às 22.00. Ou melhor, às 22.30 porque o karma é f***** e eu devo ter atropelado uma idosa numa outra vida.

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.randomness #7

Há dias em que uma pessoa tem uma sorte do c******.

O meu auricular do telefone estragou-se e enquanto não chega o que encomendei do eBay, telefono ao homem enquanto estou en route do laboratório para casa usando o telefone à moda antiga (aquela que dá multa). Também tenho o péssimo hábito de, às vezes, conduzir uns metros sem cinto de segurança (vá, até meter a 3ª).

No dia em que estes dois acontecimentos se conjugam, páro numa rotunda mesmo à saída do parque de estacionamento da Faculdade, a falar ao telefone que nem gente grande, ainda sem cinto de segurança, quando passa na rotunda um carro da GNR com dois militares lá dentro.

O pânico, no momento em que largo o telefone no colo como se estivesse em brasa e me afundo no banco como se isso disfarçasse o facto de não ter o cinto posto.

O alívio, quando eles passam por mim na rotunda e não estão nem aí. Repito, nem aí. Iam a rir descontraídos.

E eu puxo o cinto devagarinho e volto a pegar no telefone (agora em alta voz), explico a situação ao homem e ainda oiço um ralhete acerca de auriculares, bluetooth e multas.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

Andei de avião na Europa há menos de um mês. A minha irmã andou há três meses. Os meus pais vão andar de avião algures na silly season.

E eu nunca preocupada, sempre mais excitada do que nervosa quando o aparelho levanta vôo, sempre a achar que as tragédias só aconteciam em países estranhos com condições de segurança merdosas, de companhias aéreas a usar aviões em terceira ou quarta mão.

E depois há pilotos que despenham aviões em boas condições e sem probelmas mecânicos, quando eu acho que as hipóteses de alguém ter um mental breakdown e matar gente por vá-se lá saber o quê, são ínfimas. Tau, toma lá. Reality check. Ou em bom português, um abr'ólhos.


*isto lembra-me que tenho fotografias com quase um mês no cartão de meória da máquina. Para as quais ainda não olhei uma única vez.

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domingo, 15 de março de 2015

Tenho muita coisa para escrever e muito pouco tempo para o fazer. Aguardai mais uma semaninha ou duas [as fotos de Edimburgo ainda nem saíram do cartão de memória].

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Decisions, decisions...

Estou a pensar mudar o blog para o Wordpress.

Era isto. Opiniões, anyone?

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

.o princípio do fim

Tive que editar o post anterior porque me apercebi que me falharam vários "q" e "n". Dentro de pouco tempo tenho que começar adiantar a escrita de uma tese de doutoramento.

Tenho medo que isto seja o princípio do fim, porque toda a gente sabe que as alturas preferidas para os portáteis morrerem são as alturas de escrita de tese.

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.mean girls

Mean Girls in the Retirement Home

Apareceu-me ontem no feed do Facebook um artigo do New York Times com o título "Mean Girls in the Retirement Home". Chamou-me a atenção por causa do filme de 2004, Mean Girls, e a princípio pensei que tivesse alguma coisa a ver com o filme em si, ou com os actores. Na verdade tem a ver com ofilme, mas não como eu esperava. Eu explico:

Parece que (pelo menos nos EUA, mas arrisco a dizer que deve ser transversal na cultura ocidental) os lares e centros de dia afinal são uma versão envelhecida das escolas básicas e secundárias de todo o mundo. Neste artigo, é a neta de uma velhota de 99 anos que relata as situações pelas quais a avó passou, e diz que a transportaram de volta para os seus dias no secundário, onde existiam grupinhos, intrigas, pessoas mázinhas (as mean old ladies) e por aí adiante: "Posso sentar-me na vossa mesa?" "Ah, os lugares estão ocupados." "Adoro bridge, querem jogar uma partida?" "Não estamos à procura de ninguém".

Ao logo do artigo percebi que algo que eu pensei saído de uma comédia nonsense, era uma realidade (felizmente não tenho avós ou familiares próximos em lares, por isso não fazia ideia que isto acontecia); percebi também que o fenómeno não era novo!

Afinal, andamos toda a vida em versões glorificadas das nossas escolas básicas e secundárias. É quando chegamos à faculdade e pensamos que vai ser tudo diferente, que temos uma folha em branco à nossa frente e vai-se a ver, é sim senhor, um novo começo... um novo começo para formar grupos de amigos mas também para criar inimizades idiotas e preferências totós. Depois entramos no mercado de trabalho (cof cof, investigação, cof cof) e pensamos que já passámos essa fase dos grupos, que somos superiores, que somos adultos e crescidos, que isso dos grupos não existe e ficou lá atrás na nossa adolescência.

Não se enganem meus amigos, as mean girls desta vida estão lá, só que mais disfarçadas debaixo de roupas das marcas e a marcar presença com as pessoas cdertas em eventos que estão na moda. E elas não aparecem só no trabalho, aparecem no ginásio, aparecem nos grupos das mães... aparecem nos lares e centros de dia quando temos 80 anos!

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Fiquei sem esquentador no último fim de semana. Até vir um técnico ainda vão passar uns dias, em que só temos água aquecida no fogão, com as maiores panelas que temos em casa. O banho é desenrascado assim (eu tomo banho no ginásio), e lavar a loiça com água quente também. 

Lavar a loiça com água aquecida ao lume foi algo que me transportou vinte anos no tempo para casa da minha avó.

Em casa, a minha avó tem um edifício anexo, conhecido como "casa grande". A casa grande não é mais do que uma cozinha de lume de chão, típicamente alentejana, com uma única porta, uma única janela (grande), uma chaminé usada para fumar enchidos aquando da matança do porco e um telhado com telhas de zinco. Era na casa grande que se faziam todas as refeições, em todas as estações do ano, estivesse calor ou frio. Passei lá inúmeros Natais, almoços de Páscoa, jantares de domingo.

Tinha uma mesa de refeições comprida e anormalmente alta, onde eu ainda hoje me sento com a ajuda de uma cadeira construída pelo meu avô, uma cadeira de cozinha com pernas de ferro e uns acrescentos feitos com tubos de ferro soldados, que, a seu tempo, ele fez para todas as netas (somos 3). Ainda hoje quando me sento sei qual é a minha cadeira (ridículo, mas tem a forma do meu rabo, de certeza). Usávamos guardanapos de pano, os copos eram verde-garrafa, a minha avó tinha sempre Sumol de Ananás e fazíamos sopas de pão.

Em miúda gostava sempre que me deixassem lavar a loiça. Sentia-me crescida e em casa a minha mãe não ia nessa conversa (além de termos máquina de lavar loiça), e a minha avó fazia-me sempre a vontade. Não havia esquentador nessa casa grande e a única forma de aquecer água era no lume de chão (sempre aceso de Setembro a Maio), numa panela preta de ferro com três pés, a fazer lembrar um caleirão de bruxa. Lembro-me de se tirar a panela do lume e de isso ser tarefa para os grandes, porque era ainda mais pesada com a água que tinha lá dentro. E vertia-se para o lava loiça, onde caía a fumegar, de tão quente que estava. Abria-se a torneira e saía a água fria para temperar. E eu lá ficava a lavar uns pratos ou a passar a loiça por água e a empilhá-la na pedra mármore para secar. Echia-se novamente a panela e ela lá ficava, perto das brasas para a vez seguinte. Quando o lava loiça se esvaziava, adorava levantar a cortina da "buraca" e ficar a ver a água a escorrer para o ralo, com destino incerto.


No Domingo. a lavar a loiça com a água aquecida no fogão, num lava loiça com uma torneira de onde só saía água fria, a fazer uma tarefa que não é normalmente minha e pela qual, actualmente, não tenho grande carinho, dei por mim a pensar na panela preta, e na mesa, e na minha cadeira adaptada, e na buraca tapada com uma cortina matchy-matchy com a cortina da chaminhé do lume de chão, vermelha às bolinhas brancas. E na casa grande, nos meus avós vinte anos mais novos de enxada na mão, e agora vinte anos mais velhos, mais doentes e mais debilitados e sem mobilidade. E pensei que já não tenho muito tempo e que agora já só vou à "outra casa", porque a casa grande já não se usa. Pensei que Sábado é dia de ir ver os velhotes.

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Randomness #6

Precisava de cortar as minhas pontas espigadas. No sítio onde trabalho há um salão de estética/cabeleireiro a modos que low cost e onde um simples corte de cabelo custa 8 euros. O corte que peço sempre não é nada de especial e a pessoa que lá está faz exactamente aquilo que eu peço (o que normalmente é raro nos cabeleireiros). Também não é de grandes conversas (além de uma ou outra trivialidade), o que agradeço, porque tornam os 20 a 30 minutos que lá demoro muito mais agradáveis - e sem desvio de atenções do que realmente interessa - o meu cabelo!

Aquilo que acho bastante peculiar na cabeleireira é o facto de que todas as vezes que lá vou, ela insiste em fazer-me um report completo das fases da Lua. Já dei por mim a ir só no Quarto Crescente, só para não ter que ouvir "pois, vai crescer mais devagarinho...". Logo eu, que acredito tanto na influência da Lua no crescimento do meu cabelo como em unicórnios.

Hoje, por exemplo, a Lua entrou em Quarto Minguante e, ao que parece, é mau para quem quer cortar o cabelo e quer que ele cresça rápido. Lá fiz um sorriso meio amarelo e disse "pois, é, que chatice, mas hoje é que tive tempo..."

Isto faz-me pensar em a) os cabeleireiros só deviam trabalhar duas ou três semanas por mês, dado que a fase em que a Lua está em Quarto Minguante dura aproximadamente uma semana e b) ir cortar o cabelo em Quarto Minguante só é, claramente, mau para os cabeleireiros, porque quanto mais tempo passar até eu precisar de um novo corte, melhor é para a minha carteira!

Ainda assim, decidi fazer uma pesquisa sobre o assunto, e o Google direccionou-me para uma página da Schwarzkopf, o que me deixou um bocadinho desolada, porque considero a Schwarzkopf uma marca credível...tenho cortado o cabelo com mais frequência do que fazia há uns anos e deixei-me de cortes extremos (vá, o mais extremo foi fazer um lob em finais de 2011), o que acho que tem ajudado a ganhar comprimento. Lamento, mas não me parece que tenha sido influência da Lua.

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Desespero é...

... fazer um spam de publicações e partilhas de passatempos de fashion blogs no Facebook, fazer likes em páginas de fashion blogs, seguir contas de Instagram de fashion blogs, comentar fashion blogs e afins para entrar em sorteios, a ver se me cai no colo uma Fuji Instax Mini 8.

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sábado, 14 de dezembro de 2013

De quando em vez lá fica este espaço votado ao abandono. Não me esqueço dele, sei que está cá, mas o meu time and subject mangement deixa um bocado a desejar. Até tenho a aplicação do Blogger para o telemóvel a ver se a coisa ia lá em andmento, mas não resultou...
Os três últimos meses também têm sido preenchidos, até as minhas contas nas redes sociais se têm ressentido... publico menos, partilho menos, vejo menos... preciso de tempo!
O Natal aproxima-se, não tenho ideias para presntes (nem amigo secreto, nem pais - só para o bf é que já tenho algo delineado), estou a ver o tempo escasso para os ir comprar. Basicamente este é o fim de semana de passar o tempo a entrar e a sir de lojas.
How fun.
Alguém me arranja um bocadinho de tempo para conseguir encaixar tudo?

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sábado, 14 de setembro de 2013

(Insta)gramming II

Se há aplicação que não dispenso, é o Instagram. No que toca à partilha de imagens sou bastante... eclética. Sigo vários estilos de partilhas de imagens, dos os mais pensados aos mais cândidos e despretensiosos, dos famosos Instagrammers (ou Instagrammers famosos) aos completos desconhecidos.

Tenho pena de não partilhar mais instantâneos, mas muitas vezes ou não vejo nada interessante ou acho que as pessoas só gostam de gatos fofinhos (a minha!) até certo ponto. Como também não sou muito de fotografar comida e pés e acho que ninguém quer ver o estado caótico da minha bancada de trabalho, acabo por ficar sem assunto para fotografar.

Ainda assim tenho um ritual, enquanto bebo o meu café e como a minha torrada de manhã, de abrir a app e passar os olhos para o que os Instagrammers europeus postaram a horas tardias e o que os Instagrammers americanos postaram ao longo do dia.














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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mudanças, Part Un

Querido Blog:

Este ano resolvi mudar de casa. Achei que foi tudo muito giro e fácil há dois anos, por isso decidi meter-me outra vez nestas andanças. Querido blog, acho que vais gostar de saber quais foram as peripécias deste ano, por isso vou colocar os acontecimentos por ordem cronológica:

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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Conversa alheia #1

Estavamos nós na fila do Ikea, já perto da hora de fecho e junto aos cestos cheios de produtos baratinhos e que no fundo não nos fazem falta, mas que eles gostam sempre de nos impingir, quando oiço uma troca de palavras entre duas amigas assim, de meia idade a e com um estilo a dar para o casual-chic:

Amiga#1: Olha que engraçado (pega num destes)!
Amiga#2: Pois, penso sempre se dará jeito.
Amiga#1: Ai, eu quando vejo isto numa casa penso que... que é assim mau, como ter o cartão do Minipreço!

Esta que vos escreve só trouxe uma coisa da casa da Ajuda que não era sua e que lá tinha sido deixada pelos inquilinos anteriores - adivinharam, o famoso polvo do IKEA para pendurar roupa interior (e não só!). E guess what, também tenho o cartão do Minipreço, não é fantástico? Devo ser de uma falta de chá vergonhosa, porque segundos antes desta conversa também eu peguei num dos polvos que estava ali ao pé da caixa, a pensar se mais um não daria jeito...

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sábado, 11 de agosto de 2012

Vacazione


A esta hora já estarei num destes...


Com destino aqui:



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