sexta-feira, 5 de agosto de 2016

.grammar nazi

PhD: check ✅.
Tenho coleguinhas com muito sentido de humor, não tenho?

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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quando anunciei às pessoas próximas que havia uma forte possibilidade de passar dois anos a trabalhar fora, o que mais ouvi foi:

"então e o A.?"
     tem o contrato de bolsa de PhD dele até ao início de 2018.

"então e as tuas gatas?"
     ficam em Lisboa com o dono, como é óbvio.

"mas vais-nos abandonar assim?"
     não vou abandonar, vamos continuar a ser amigos e vamos falar muito por Skype.

"então mas porque é que não trabalhas cá?"
     porque quero ser cientista e no meu país infelizmente não há dinheiro para financiar todos os doutorados que querem ser cientistas nas Ciências da Vida, a competição é mais que muita, e a experiência internacional só me valoriza o CV.

"mas e vais quando?"
     ainda não sei o dia certo, tenho que decidir com o futuro chefe.

"e estás preparada ara ser emigra?"
     não vou ser bem emigra. quer dizer, vou. E não falo a língua do país de destino. mas também é já ali e os voos são baratos e posso cá vir com frequência.

"então e depois, como é que vai ser?"
     pois que não sei, ainda muita água tem que correr, e eu ainda nem sequer fui...

Fui sempre relevando e respondendo com ligeireza porque parecia que o dia estava longe. Mais longe que o dia da Defesa, em boa verdade. Agora que comecei a dar início ao processo, nomeadamente preencher formulários, pedir certidões, cartões e coisas do género, parece que o nó no estômago se acentua e que isto vai mesmo acontecer. É uma sensação semelhante à que se apoderou de mim quando tive que sair de casa para ir para a Faculdade, com a agravante que não estou à distância de um Intercidades Pragal - Vendas Novas. 

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Só para avisar que eu, tal como meio mundo, também fui visitar o novo Museu dos Choches este fim de semana, com intenções de depois me deslocar à exposição do World Press Photo. Eu, tal como meio mundo, também tenho algumas considerações a fazer:

1. Sempre achei o novo edifício um mamarracho pavoroso e absolutamente desenquadrado da zona (e olhem que durante alguns anos lá passei em frente todos os dias).

2. Já estava pronto há imenso tempo e mesmo assim o interior tem um ar de armazém mal acabado, com um chão de cimento polido e totalmente descaracterizado e sem qualquer ligação à exposição que lá se encontra.

3. Informações sobre os choches eram quase inexistentes. E estou a falar de uma placa a cada 500 metros, com vários veículos de espaçamento. Assumindo que está tudo inventariado e com informação disponível numa qualquer base de dados, não se percebe como é que não houve ninguém que imprimisse umas quantas descrições para as carroças.

4. Muita gente. Demasiada gente. Demasiada gente a tirar fotografias com carroças. Fotografias essas que nunca mais vão sair dos cartões de memória. Pessoas que posam em todo o lado, de todos os ângulos, que se metem à frente, não pedem licença. Haja paciência. Nem no Museu do Vaticano me senti tão enchouriçada.

5, A vista é bonita, ainda que o edifício tenha poucas janelas e bastante diminutas (eu sei, tem que ser para preservação dos objectos). E a carrinha do Santini a vender gelados ali à porta também é um bónus!

Tinha intenção de ir à exposição do World Press Photo no Museu da Electricidade, mas a fila era demasiado grande, andava demasiado devagar e era muito tempo ao sol. Fica para o ano. No entanto, e fica aqui a sugestão, o Museu da Electricidade tem uma exposição permanente acerca do funcionamento da antiga Central Tejo. Esta exposição é de entrada gratuita e permite visitar quase todo o espaço da Central, com encenações, vídeos explicativos e interactivos e uma série de outras actividades e espaços dedicados à ciência e à electricidade.

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

O que me aborrece mais no meio disto tudo não é o mau humor do chefe, ou a parvoíce ocasional das pessoas, ou a falta de dinheiro, ou as horas longas e as experiências falhadas. O que me fode lixa é mesmo o tratamento de resultados. Haja paciência.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

. é karma. Só pode

Chegaste às 09.30 a pensar que às 18.30 estavas despachada, não era?

E trouxeste um almoço rápido de sopa e sandocha para comer em meia hora entre incubações, não era?

E seguiste os tempos todinhos a toque de caixa a pensar que que ias mais que a tempo da tua aulinha de Step Power, não era?

E era. Se tivesse ficado tudo bonito no fim, coisa que não aconteceu.

E quando não fica bonito vá de repetir e de adiantar meio dia de trabalho que ia ter a mais amanhã, porque o que é bom é comer um croissant misto da máquina e sair às 22.00. Ou melhor, às 22.30 porque o karma é f***** e eu devo ter atropelado uma idosa numa outra vida.

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domingo, 15 de março de 2015

Tenho muita coisa para escrever e muito pouco tempo para o fazer. Aguardai mais uma semaninha ou duas [as fotos de Edimburgo ainda nem saíram do cartão de memória].

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Randomness #6

Precisava de cortar as minhas pontas espigadas. No sítio onde trabalho há um salão de estética/cabeleireiro a modos que low cost e onde um simples corte de cabelo custa 8 euros. O corte que peço sempre não é nada de especial e a pessoa que lá está faz exactamente aquilo que eu peço (o que normalmente é raro nos cabeleireiros). Também não é de grandes conversas (além de uma ou outra trivialidade), o que agradeço, porque tornam os 20 a 30 minutos que lá demoro muito mais agradáveis - e sem desvio de atenções do que realmente interessa - o meu cabelo!

Aquilo que acho bastante peculiar na cabeleireira é o facto de que todas as vezes que lá vou, ela insiste em fazer-me um report completo das fases da Lua. Já dei por mim a ir só no Quarto Crescente, só para não ter que ouvir "pois, vai crescer mais devagarinho...". Logo eu, que acredito tanto na influência da Lua no crescimento do meu cabelo como em unicórnios.

Hoje, por exemplo, a Lua entrou em Quarto Minguante e, ao que parece, é mau para quem quer cortar o cabelo e quer que ele cresça rápido. Lá fiz um sorriso meio amarelo e disse "pois, é, que chatice, mas hoje é que tive tempo..."

Isto faz-me pensar em a) os cabeleireiros só deviam trabalhar duas ou três semanas por mês, dado que a fase em que a Lua está em Quarto Minguante dura aproximadamente uma semana e b) ir cortar o cabelo em Quarto Minguante só é, claramente, mau para os cabeleireiros, porque quanto mais tempo passar até eu precisar de um novo corte, melhor é para a minha carteira!

Ainda assim, decidi fazer uma pesquisa sobre o assunto, e o Google direccionou-me para uma página da Schwarzkopf, o que me deixou um bocadinho desolada, porque considero a Schwarzkopf uma marca credível...tenho cortado o cabelo com mais frequência do que fazia há uns anos e deixei-me de cortes extremos (vá, o mais extremo foi fazer um lob em finais de 2011), o que acho que tem ajudado a ganhar comprimento. Lamento, mas não me parece que tenha sido influência da Lua.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap"

Li hoje no I Fucking Love Science uma história acerca de uma panda na China que fingiu estar prenhe para receber mais e melhor comida.

Não tem assim um grande impacto científico (apesar de ser engraçado como um animal selvagem consegue ser manhoso e apurar as capacidades sobrevivênicia), mas o que me partiu a rir foi uma frase já no final da notícia, que dá o título a este post:

"The panda is lucky that it’s extremely cute so people will put up with this kind of crap."

Que é como quem diz, a sorte deles é que são fofinhos e as pessoas aturam estas merdas!

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Isto até parece Natal, duas publicações num só dia!

É só para ficar registado na internet que adquiri uma secretária.

O que é que eu tenho a ver com isso?, perguntam vocês... absolutamente nada, mas significa que me comecei a mentalizar para escrever (drum rolls...) a tese!

Oh p'ra ela tão fofinha (vai ficar assim... quando for montada!)

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domingo, 16 de junho de 2013

Sunday afternoon fun



Não é assim tão mau, há paz e sossego, não há conflito de equipamentos, posso ligar o rádio, e até as sequenciações estão fofinhas.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Coisas que me aborrecem muito III


Andei um bocadinho fora das notícias e dos jornais nos últimos três dias, mas sei que têm sido publicadas vários artigos (pelo menos no Público e no SOL, que eu tenha visto) acerca de atrasos no pagamento de bolsas de doutoramento do concurso de 2011 da FCT. Isto significa que nestes dias a classe dos bolseiros tem tido alguma visibilidade (versus a nenhuma visibilidade que costumamos ter).

Já escrevi isto no FB, mas tinha que deixar aqui também registado:

Aproveito para esclarecer (especialmente as pessoas que me torcem o nariz quando digo que estou a tirar um  doutoramento - devem achar que passo o dia inteiro a ver TV, ou a passear e que depois tenho que fazer uns exames - e que me dizem "estudar ainda mais??"):

As BOLSAS são a forma de financiar o emprego científico neste país, especialmente na área das ciências exactas.

Capacitem-se que o desenvolvimento de princípios activos dos vossos medicamentos, conhecimentos sobre microrganismos, conhecimentos de mecanismos de acção e metabolismos, desenvolvimento de novos materiais, tecnologias etc, etc etc (a lista é enorme, podem ir espreitar o site do Ciência Hoje) está directamente dependente dos bolseiros.

Capacitem-se que TODOS os bolseiros têm um chefe (a maioria com feitio especial), que têm que trabalhar (tipo mexer em aparelhos e fazer experiências e coisas assim, estão a ver?) e que a grande maioria não tem horário das 9 às 17h com 1h30 de almoço. A grande maioria tem normalmente um horário aceitável de entrada e não tem hora de saída (mas ao menos trabalha no que gosta).

O bolseiro de investigação é um ser que não só faz investigação como encomenda coisas, troca lâmpadas se preciso for, carrega caixotes, faz uma perninha a reparar aparelhos e é um verdadeiro handy-(wo)man.

O bolseiro trabalha a sério e não tem regime de segurança social, não tem direito a subsídio de desemprego e nem tem direito a um contrato de trabalho como deve ser.

Por isso pessoas, pensem duas vezes antes de me torcer o nariz quando vos digo que estou a tirar um doutoramento com uma bolsa!

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Parafilm (R)

Estar na cozinha, entender a mão e ter lá um rolo destes. É só o que me falta.



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terça-feira, 12 de julho de 2011

Votei o blog ao abandono!

Não se faz. É verdade, abandonei e vilipendiei  este menino que tantos momentos de procrastinação e de desabafo científico/pessoal me proporcionou.

Hoje é dia 12 de Julho.

Há um ano não fiz nenhum post, mas por esta altura vibrava com o Alive'10 e estava ansiosa pelas nomeações dos Emmys.


Este ano estou ocupada com uma apresentação importante para amanhã, estou em vias de mudar de casa e tenho toneladas de problemas domésticos (pinturas, reparações, mudanças e compra de electrodomésticos) para resolver. Mudança de casa e tudo o que acarreta não é compatível com festival de 4 dias. Continua a haver conversas de café no e-mail, se bem que ultimamente com menos frequência - toda a gente tem vidas agitadas - e não sei, novamente quando ou sequer para onde vou de férias.

Entre Março e Julho celebrei o quarto de século*, publiquei o meu primeiro paper como primeira autora, fui ao meu primeiro congresso internacional e viajei por sítios dos quais só tinha visto fotografias, suspendi a minha inscrição no ginásio da grande Lisboa por falta de tempo e vou mudar de casa.

Estou crescida.

*EDIT: Faltou dizer que este semestre fui "senhora professora" ou "stora", conforme a preferência. Daquelas com direito a editar sumários on line e tudo. E overall, o balanço foi bom.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nerd Score

Se dúvidas houvesse, fica aqui a prova...



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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Direito de resposta ao post conhecido como Blah II

Depois deste dia, aprendi a lição. Estou a acertar pHs com ácido clorídrico concentrado... e guess what: estou de bata!

E este é também o meu centésimo post. Parabéns a mim!

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Coisas que me aborrecem muito I


Era suposto haver uma sequência de A, T, G e C onde está um espaço em branco, da qual estou ansiosamente à espera desde sexta-feira. Nem vou comentar para não me irritar mais.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Geeky Moment

"Influenza or not influenza: Analysis of a case of high fever that happened 2000 years ago in Biblical time", publicado e depois "despublicado" neste Journal.

"Influenza or not influenza: Analysis of a case of high fever that happened 2000 years ago in Biblical time

Biblical fever = influenza. You're kidding me, right?

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

By request

Vá, a pedido de muitas famílias (só do rEd, pronto) aqui está a oração ao DNA (corrigida do português brasileiro e melhorada por moi):

Creio no DNA todo poderoso
Criador de todos os seres vivos,
Creio no RNA,
seu único filho,
que foi concebido por ordem a graça da DNA polimerase.
Nasceu como transcrito primário
padeceu sobre o poder das nucleases, metilases e poliadenilases.
Foi processado, modificado e transportado.
Desceu do citoplasma e em poucos segundos foi traduzido para proteína.
Subiu pelo retículo endoplasmático e pelo complexo de Golgi
E está ancorado à direita de uma proteína G
Na membrana plasmática
De onde há de vir a controlar a transdução de sinal
Em células normais e apoptóticas
Creio na Biologia Molecular
Na terapia génica e na biotecnologia
Na sequenciação do genoma humano
Na correcção de mutações
Na clonagem da Dolly
E na célula do Craig Venter.
Amen

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Cara lavada

Este blog sofreu um makeover. Mas sempre em tons de verde!

E sabem o que faz um biólogo que teve gémeos? Baptiza um e tem o outro como controlo!

(sim, piada geek, e blog com posts que NÃO obedecem ao novo acordo ortográfico! Sintam-se sortudos por não ter posto aqui a oração ao DNA)

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terça-feira, 8 de junho de 2010

A frase mais ouvida num laboratório de investigação científica...

"Ah, se a ciência não der podes sempre ir para / fazer (inserir aqui profissão minimamente rentável e que dê origem menos dores de cabeça)..."

*tudo porque hoje foi dia de mudança de lâmpadas no laboratório, tarefa que je, pelos vistos, se aperfeiçoou a desempenhar.
"Se a ciência não der, podes sempre fazer vida a trocar lâmpadas."

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