Só para avisar que eu, tal como meio mundo, também fui visitar o novo Museu dos Choches este fim de semana, com intenções de depois me deslocar à exposição do World Press Photo. Eu, tal como meio mundo, também tenho algumas considerações a fazer:

1. Sempre achei o novo edifício um mamarracho pavoroso e absolutamente desenquadrado da zona (e olhem que durante alguns anos lá passei em frente todos os dias).

2. Já estava pronto há imenso tempo e mesmo assim o interior tem um ar de armazém mal acabado, com um chão de cimento polido e totalmente descaracterizado e sem qualquer ligação à exposição que lá se encontra.

3. Informações sobre os choches eram quase inexistentes. E estou a falar de uma placa a cada 500 metros, com vários veículos de espaçamento. Assumindo que está tudo inventariado e com informação disponível numa qualquer base de dados, não se percebe como é que não houve ninguém que imprimisse umas quantas descrições para as carroças.

4. Muita gente. Demasiada gente. Demasiada gente a tirar fotografias com carroças. Fotografias essas que nunca mais vão sair dos cartões de memória. Pessoas que posam em todo o lado, de todos os ângulos, que se metem à frente, não pedem licença. Haja paciência. Nem no Museu do Vaticano me senti tão enchouriçada.

5, A vista é bonita, ainda que o edifício tenha poucas janelas e bastante diminutas (eu sei, tem que ser para preservação dos objectos). E a carrinha do Santini a vender gelados ali à porta também é um bónus!

Tinha intenção de ir à exposição do World Press Photo no Museu da Electricidade, mas a fila era demasiado grande, andava demasiado devagar e era muito tempo ao sol. Fica para o ano. No entanto, e fica aqui a sugestão, o Museu da Electricidade tem uma exposição permanente acerca do funcionamento da antiga Central Tejo. Esta exposição é de entrada gratuita e permite visitar quase todo o espaço da Central, com encenações, vídeos explicativos e interactivos e uma série de outras actividades e espaços dedicados à ciência e à electricidade.

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