terça-feira, 27 de janeiro de 2015

.segundo round

Lembram-se disto?

Pois é, parece que não aprendi a lição da primeira vez.

Passo a explicar:

Devido a circunstâncias da vida encontrámos uma gatinha bebé assustada escondida nas rodas de um Audi nos últmos Santos Populares, desde Junho passado temos mais um elemento felino lá em casa. Ora, a Cleo (a mai nova) tem já uns dez meses, pelo que já teve o seu primeiro cio, muuuuito suave algures em Novembro. É uma gata de apartamento e nunca sai à rua, por isso pensámos que era tranquilo se lhe adiassemos a esterilização uns meses ou um ano. 

Agora, o que não foi nada tranquilo foi a semana que passou, em que de terça a sábado dormimos (eufemismo alert!) dentro de um espectáculo de ópera felino. Bonito de se ver. O homem diz que a Lexie foi pior. Eu não tenho bem a certeza.

.outras paragens

De vez em quando actualizo a listagem ali do lado direito.

Não tenho ali todos os sites que sigo na ferramenta de substituição do meu amado Google Reader (também tenho guilty pelasures, sou como toda a gente), mas achei oportuno hoje actualizar com quatro blogs que me fazem rir, que, para mim, se destacam pela positiva e que saem um pouco do registo lifestyle, beleza, quinta com póneis e afins e são boas ferramentas de procrastinação. São eles:





Nestes blogs faço o que geralmente faço na blogosfera: observo, vou à pagina ver os comentários se o post me agradar, rio-me um bocadinho e raramente (é mais nunca, mas tudo bem) comento.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

.o princípio do fim

Tive que editar o post anterior porque me apercebi que me falharam vários "q" e "n". Dentro de pouco tempo tenho que começar adiantar a escrita de uma tese de doutoramento.

Tenho medo que isto seja o princípio do fim, porque toda a gente sabe que as alturas preferidas para os portáteis morrerem são as alturas de escrita de tese.

.mean girls

Mean Girls in the Retirement Home

Apareceu-me ontem no feed do Facebook um artigo do New York Times com o título "Mean Girls in the Retirement Home". Chamou-me a atenção por causa do filme de 2004, Mean Girls, e a princípio pensei que tivesse alguma coisa a ver com o filme em si, ou com os actores. Na verdade tem a ver com ofilme, mas não como eu esperava. Eu explico:

Parece que (pelo menos nos EUA, mas arrisco a dizer que deve ser transversal na cultura ocidental) os lares e centros de dia afinal são uma versão envelhecida das escolas básicas e secundárias de todo o mundo. Neste artigo, é a neta de uma velhota de 99 anos que relata as situações pelas quais a avó passou, e diz que a transportaram de volta para os seus dias no secundário, onde existiam grupinhos, intrigas, pessoas mázinhas (as mean old ladies) e por aí adiante: "Posso sentar-me na vossa mesa?" "Ah, os lugares estão ocupados." "Adoro bridge, querem jogar uma partida?" "Não estamos à procura de ninguém".

Ao logo do artigo percebi que algo que eu pensei saído de uma comédia nonsense, era uma realidade (felizmente não tenho avós ou familiares próximos em lares, por isso não fazia ideia que isto acontecia); percebi também que o fenómeno não era novo!

Afinal, andamos toda a vida em versões glorificadas das nossas escolas básicas e secundárias. É quando chegamos à faculdade e pensamos que vai ser tudo diferente, que temos uma folha em branco à nossa frente e vai-se a ver, é sim senhor, um novo começo... um novo começo para formar grupos de amigos mas também para criar inimizades idiotas e preferências totós. Depois entramos no mercado de trabalho (cof cof, investigação, cof cof) e pensamos que já passámos essa fase dos grupos, que somos superiores, que somos adultos e crescidos, que isso dos grupos não existe e ficou lá atrás na nossa adolescência.

Não se enganem meus amigos, as mean girls desta vida estão lá, só que mais disfarçadas debaixo de roupas das marcas e a marcar presença com as pessoas cdertas em eventos que estão na moda. E elas não aparecem só no trabalho, aparecem no ginásio, aparecem nos grupos das mães... aparecem nos lares e centros de dia quando temos 80 anos!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Insta(gramming) VII


Fiquei sem esquentador no último fim de semana. Até vir um técnico ainda vão passar uns dias, em que só temos água aquecida no fogão, com as maiores panelas que temos em casa. O banho é desenrascado assim (eu tomo banho no ginásio), e lavar a loiça com água quente também. 

Lavar a loiça com água aquecida ao lume foi algo que me transportou vinte anos no tempo para casa da minha avó.

Em casa, a minha avó tem um edifício anexo, conhecido como "casa grande". A casa grande não é mais do que uma cozinha de lume de chão, típicamente alentejana, com uma única porta, uma única janela (grande), uma chaminé usada para fumar enchidos aquando da matança do porco e um telhado com telhas de zinco. Era na casa grande que se faziam todas as refeições, em todas as estações do ano, estivesse calor ou frio. Passei lá inúmeros Natais, almoços de Páscoa, jantares de domingo.

Tinha uma mesa de refeições comprida e anormalmente alta, onde eu ainda hoje me sento com a ajuda de uma cadeira construída pelo meu avô, uma cadeira de cozinha com pernas de ferro e uns acrescentos feitos com tubos de ferro soldados, que, a seu tempo, ele fez para todas as netas (somos 3). Ainda hoje quando me sento sei qual é a minha cadeira (ridículo, mas tem a forma do meu rabo, de certeza). Usávamos guardanapos de pano, os copos eram verde-garrafa, a minha avó tinha sempre Sumol de Ananás e fazíamos sopas de pão.

Em miúda gostava sempre que me deixassem lavar a loiça. Sentia-me crescida e em casa a minha mãe não ia nessa conversa (além de termos máquina de lavar loiça), e a minha avó fazia-me sempre a vontade. Não havia esquentador nessa casa grande e a única forma de aquecer água era no lume de chão (sempre aceso de Setembro a Maio), numa panela preta de ferro com três pés, a fazer lembrar um caleirão de bruxa. Lembro-me de se tirar a panela do lume e de isso ser tarefa para os grandes, porque era ainda mais pesada com a água que tinha lá dentro. E vertia-se para o lava loiça, onde caía a fumegar, de tão quente que estava. Abria-se a torneira e saía a água fria para temperar. E eu lá ficava a lavar uns pratos ou a passar a loiça por água e a empilhá-la na pedra mármore para secar. Echia-se novamente a panela e ela lá ficava, perto das brasas para a vez seguinte. Quando o lava loiça se esvaziava, adorava levantar a cortina da "buraca" e ficar a ver a água a escorrer para o ralo, com destino incerto.


No Domingo. a lavar a loiça com a água aquecida no fogão, num lava loiça com uma torneira de onde só saía água fria, a fazer uma tarefa que não é normalmente minha e pela qual, actualmente, não tenho grande carinho, dei por mim a pensar na panela preta, e na mesa, e na minha cadeira adaptada, e na buraca tapada com uma cortina matchy-matchy com a cortina da chaminhé do lume de chão, vermelha às bolinhas brancas. E na casa grande, nos meus avós vinte anos mais novos de enxada na mão, e agora vinte anos mais velhos, mais doentes e mais debilitados e sem mobilidade. E pensei que já não tenho muito tempo e que agora já só vou à "outra casa", porque a casa grande já não se usa. Pensei que Sábado é dia de ir ver os velhotes.

Randomness #6

Precisava de cortar as minhas pontas espigadas. No sítio onde trabalho há um salão de estética/cabeleireiro a modos que low cost e onde um simples corte de cabelo custa 8 euros. O corte que peço sempre não é nada de especial e a pessoa que lá está faz exactamente aquilo que eu peço (o que normalmente é raro nos cabeleireiros). Também não é de grandes conversas (além de uma ou outra trivialidade), o que agradeço, porque tornam os 20 a 30 minutos que lá demoro muito mais agradáveis - e sem desvio de atenções do que realmente interessa - o meu cabelo!

Aquilo que acho bastante peculiar na cabeleireira é o facto de que todas as vezes que lá vou, ela insiste em fazer-me um report completo das fases da Lua. Já dei por mim a ir só no Quarto Crescente, só para não ter que ouvir "pois, vai crescer mais devagarinho...". Logo eu, que acredito tanto na influência da Lua no crescimento do meu cabelo como em unicórnios.

Hoje, por exemplo, a Lua entrou em Quarto Minguante e, ao que parece, é mau para quem quer cortar o cabelo e quer que ele cresça rápido. Lá fiz um sorriso meio amarelo e disse "pois, é, que chatice, mas hoje é que tive tempo..."

Isto faz-me pensar em a) os cabeleireiros só deviam trabalhar duas ou três semanas por mês, dado que a fase em que a Lua está em Quarto Minguante dura aproximadamente uma semana e b) ir cortar o cabelo em Quarto Minguante só é, claramente, mau para os cabeleireiros, porque quanto mais tempo passar até eu precisar de um novo corte, melhor é para a minha carteira!

Ainda assim, decidi fazer uma pesquisa sobre o assunto, e o Google direccionou-me para uma página da Schwarzkopf, o que me deixou um bocadinho desolada, porque considero a Schwarzkopf uma marca credível...tenho cortado o cabelo com mais frequência do que fazia há uns anos e deixei-me de cortes extremos (vá, o mais extremo foi fazer um lob em finais de 2011), o que acho que tem ajudado a ganhar comprimento. Lamento, mas não me parece que tenha sido influência da Lua.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

.2015

Em 2014 escrevi 17 publicações, o que dá pouco mais de uma por mês.

Em 2015 quero escrever mais.

Quero expressar-me mais.
Quero fotografar mais e melhor.
Quero madrugar mais.
Quero dançar mais.
Quero correr uma prova de 10km.
Quero escrever a tese.
Quero defender a tese.
Não quero deixar a minha vida em suspenso por causa da crise e da falta de investimento na ciência.
2015 pode ser um ano de mudança (literal).

2014 não foi um ano mau de todo. Comecei a levar o ginásio a sério, descobri que gosto muito de dançar, e que até gosto de levantar pesos (que é como quem diz, até aprendi a gostar do BodyPump). Comecei a correr, o que há algum tempo era impensável, era coisa de que nunca gostei. Viajei, pelo menos uma vez no ano. Não tive resultados espetaculares, mas tive resultados coerentes, e na ciência às vezes é isso que falta,