quinta-feira, 30 de abril de 2015

O que me aborrece mais no meio disto tudo não é o mau humor do chefe, ou a parvoíce ocasional das pessoas, ou a falta de dinheiro, ou as horas longas e as experiências falhadas. O que me fode lixa é mesmo o tratamento de resultados. Haja paciência.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

#internationaldanceday

É irónico que dance às segundas, terças, quintas, sextas e sábados e que o Dia Internacional da Dança tenha calhado a uma quarta. Só amanhã vou comemorar o dia como deve ser, com uma paixão que nasceu no #67:

 


Neste último ano aprendi que: quem dança é mais feliz; dance because you can; dancing makes me :). Pensava que era descoordenada e que ficava ridícula a tentar dançar e depois descobri que o consigo fazer e que a prática traz a perfeição. Ajuda-me a concentrar, a memorizar e soltar-me. E a adrenalina que se sente quando as luzes se apagam e a música começa lá em baixo para depois rebentar em grande estilo não tem descrição (smash it, dizem eles lá de cima do palco). E é qualquer coisa indescritível. Não dá não ter um sorriso na cara durante aquela hora.

Feliz Dia Internacional da Dança

segunda-feira, 27 de abril de 2015

.25 de Abril

Nasci doze anos e um mês depois do 25 de Abril, filha, neta e bisneta de quem sempre viu na terra do Alentejo/Ribatejo o seu sustento. Cresci a ouvir palavras como Estado Novo, PIDE, bufo, Reforma Agrária, PREC, FP25 e outros que tal.

Talvez por ter nascido e vivido numa terra sob domínio comunista desde o 25 de Abril, essa data teve sempre muito peso no calendário das festividades. Não tínhamos nenhum feriado de Santo e o feriado municipal só surgiu quando o município se separou e se tornou "independente", no início dos anos 60. O feriado do 25 de Abril era sempre celebrado com fogo de artifício, ranchos folclóricos, um ou outro cantor pimba e umas paradas ridículas de máquinas de construção e alfaias agrícolas. o 25 de Abril tinha mais peso na minha terra do que qualquer outro feriado.

Suponho que tenha sido a conjugação destes dois factores, o nascimento numa família que sempre me contou histórias do tempo do Salazar e da Revolução e a importância que sempre se deu ao 25 de Abril na minha terra , que me determinou o fascínio e admiração que tenho por esta data.

Numa uma altura em que o pão era escasso para muitos, as nossas finanças eram controladas não gastando dinheiro com o povo, em que filho de trabalhador rural, trabalhador rural seria e dificilmente poderia aspirar a mais, houve quem se tenha revoltado por causa de uma Guerra Colonial estúpida e devoradora de jovens, sustentada por um regime decadente e cada vez mais isolado internacionalmente. Só consigo imaginar a alegria de quem todos os dias sobrevivia ao regime e teve a sorte de presenciar esse dia: a liberdade, a dissipação do medo, poder respirar fundo e acreditar num futuro melhor para si e para os que se seguiram.

Sei a história do dia 25 de Abril quase de cor. As senhas, quem participou onde, quem estava estacionado onde. Sei onde estavam os meus pais e os meus avós. O 25 de Abril não é uma coisa longínqua, está-me gravado na memória como se o tivesse presenciado. "Grândola, Vila Morena" arrepia-me e dá-me um nó na garganta e deixa-me sempre a pensar que ainda bem que houve gente com coragem para desagrilhoar a mente do povo.

Sempre que oiço ou leio a barbaridade "isto no tempo do Salazar é que andava tudo às direitas" até me arrepio e não consigo compreender como é que alguém é capaz de acreditar em tal ideia e desejar isso - um tempo em que pouquíssimas pessoas tinham aspirações, em que a igualdade de géneros era algo ainda mais inatingível do que é hoje (esposas averbadas a passaportes de maridos, então... brrr), em que a igualdade de oportunidades entre ricos e pobres era um fosso ainda mais difícil de transpor, em que não poderia haver livre circulação de informação, em que as pessoas viviam toda a vida a meia-luz, sem ter noção do que se passava lá fora, ente muitas outras coisas que aconteciam no "tempo do Salazar".

Não digo que estejamos numa situação ideal - até porque não estamos, de todo - vivemos uma ditadura económica, e se antes as pessoas tinham medo da PIDE agora têm medo dos mercados, das taxas de juro, da dívida e sei lá eu de mais o quê. Os jovens não têm emprego, a classe média está a desaparecer, o SNS colapsa, o sistema educativo colapsa, temos um país de pantanas e apertar o cinto porque somos governados por uma classe política que só sabe meter dinheiro ao bolso para seu próprio benefício.

Mas hoje posso ligar um computador, escrever um post ou partilhar algo no Facebook que mostre o meu descontentamento sem ter que me preocupar se amanhã me vem alguém bater à porta a acusar-me de ser comunista, dissidente e revolucionária. Hoje posso ter a minha opinião e partilhá-la. Hoje posso aspirar a ser o que eu quiser, sem grilhões e sem medos. Como ouvi alguém dizer na televisão (Jorge Serafim, alentejano como eu, no 5 para a meia noite): " Os defeitos da democracia nunca serão as virtudes da ditadura".

O 25 de Abril foi em 1974, o 25 de Abril foi ontem, é hoje e será amanhã. O 25 de Abril é sempre.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

. é karma. Só pode

Chegaste às 09.30 a pensar que às 18.30 estavas despachada, não era?

E trouxeste um almoço rápido de sopa e sandocha para comer em meia hora entre incubações, não era?

E seguiste os tempos todinhos a toque de caixa a pensar que que ias mais que a tempo da tua aulinha de Step Power, não era?

E era. Se tivesse ficado tudo bonito no fim, coisa que não aconteceu.

E quando não fica bonito vá de repetir e de adiantar meio dia de trabalho que ia ter a mais amanhã, porque o que é bom é comer um croissant misto da máquina e sair às 22.00. Ou melhor, às 22.30 porque o karma é f***** e eu devo ter atropelado uma idosa numa outra vida.

.randomness #7

Há dias em que uma pessoa tem uma sorte do c******.

O meu auricular do telefone estragou-se e enquanto não chega o que encomendei do eBay, telefono ao homem enquanto estou en route do laboratório para casa usando o telefone à moda antiga (aquela que dá multa). Também tenho o péssimo hábito de, às vezes, conduzir uns metros sem cinto de segurança (vá, até meter a 3ª).

No dia em que estes dois acontecimentos se conjugam, páro numa rotunda mesmo à saída do parque de estacionamento da Faculdade, a falar ao telefone que nem gente grande, ainda sem cinto de segurança, quando passa na rotunda um carro da GNR com dois militares lá dentro.

O pânico, no momento em que largo o telefone no colo como se estivesse em brasa e me afundo no banco como se isso disfarçasse o facto de não ter o cinto posto.

O alívio, quando eles passam por mim na rotunda e não estão nem aí. Repito, nem aí. Iam a rir descontraídos.

E eu puxo o cinto devagarinho e volto a pegar no telefone (agora em alta voz), explico a situação ao homem e ainda oiço um ralhete acerca de auriculares, bluetooth e multas.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

.eu ainda sou do tempo #1

Estava hoje a pensar na redundância dos blogs e das duas respectivas páginas de Facebook.
E pensei nos primórdios da bloga, quando nem Facebook havia. É que eu sou mesmo desse tempo. Passa-se este ano uma década das minhas primeiras incursões no mundo dos blogs. Corria o ano de 2005, era Agosto e eu estava de férias do primeiro ano da faculdade.

Na altura criei o perfil do Blogger para ser isso mesmo, blogger. Escrever umas coisas (umas profundas, outras parvas) e ver quem aparecia. Já aqui disse que essas primeiras incursões não vingaram e que o nome do Sétima Vez vem,  em parte, dessa inabilidade, falta de paciência e (qual pescadinha de rabo na boca) da falta de incentivo e de público.

Assisti, no recato do meu relativo anonimato, ao boom dos que são hoje os grandes blogs portugueses e ao desaparecimento de outros.

Naquele tempo os blogs eram do mais medonho que se possa imaginar. Os templates e o decor daquela altura estão para os templates de hoje quase como o Hi5 (blast from the past, gostaram?) está para o Facebook. Esqueçam lá templates clean e minimalistas. Um pouco à semelhança do Hi5, um blog de uma pessoa normal tinha um fundo assim a dar para o piroso,  com musiquinha (Evanescence de preferência) em vez de uma playlist do Spotify, glitter e em vez de um feed inspiracional do Instagram havia um qualquer álbum do Picasa ou do Photobucket a passar fotos das últimas férias de verão na praia com os amigos.

Se na altura podíamos escarrapachar o endereço do nosso blog na nossa página pessoal do Hi5, ou deixar o link do nosso perfil pessoal do mesmo na barra lateral do blog (e nos lixávamos que os amigos tomassem conhecimento do blog, tendo oportunidade de ir gozar connosco em anónimo) , hoje um blogger que se preze tem uma página de Facebook do blog. E partilha os posts do blog no Face. E fala com os leitores/seguidores/gostadores no mural da página.

É nisto que eu acho que se e perde um bocadinho a essência dos blogs. Gosto de um blogger que interage com os seus leitores,  que responde na caixa de comentários,  que não remete para a página de Facebook. Gosto da interacção à antiga, em que posso ir conhecer outros sítios virtuais carregando no perfil dos comentários.

Nem tudo é  mau. O Blogger modernizou-se e as pessoas modernizaram as abordagens e acompanharam as novas ferramentas que têm à disposição para serem vistas. Escrevi-vos este post numa fila de trânsito interminável em para arranca na A5 (um dia destes falo da minha road rage, um dia), a partir da aplicação do Blogger para Android, enquanto estava com alguma inspiração. Se tivesse esperado por chegar a casa estas ideias não teriam, provavelmente, visto a luz do dia.
É um admirável mundo novo, mas tenho algumas saudades de quando isto ainda estava tudo no início e a bloga era uma aldeia. Havia menos chatices.

domingo, 5 de abril de 2015

. levantei-me e fui. Há provas.

Eu, na segunda aula, por volta das 10.45. Estou por ali.

.sabes que não és uma blogger fashion #3

quando a tua Páscoa não mete brunches, nem hotéis fancy, nem abstinência ao açúcar. Mete espreguiçadeiras ao sol no quintal, chocalhos das cabras do vizinho, com amêndoas de chocolate e uma saga de espionagem nas mãos.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

.sabes que não és uma blogger fashion #2...

...quando te apercebes que não pintas as unhas desde dia 6 de Fevereiro, mais coisa, menos coisa. E sempre que tens um bocadinho para o fazer pensas " mmmm... better not".


.aquele momento...

... em que te apercebes que te comprometeste a dar apoio moral a pessoas e consequentemente vais tornar o teu sábado em mais um dia de sofrimento, a começar logo a levantar o rabo da cama antes das nove da manhã.

Devo estar doente*. Vou levantar-me cedo a  sábado para praticar exercício físico, a começar logo por Blast Bunda (Bum Bum Brasil, MIB, glúteos e coxas, o que lhe queiram chamar...),  seguido de Blast Total (aka total condicionamento). Pequena pausa e a festa segue logo com o meu amado Body Jam (inserir corações aqui), para depois dar lugar a uma primeira aula de Body Combat (nas palavras de quem pratica, liberta o Bruce Lee que há em ti) .

Não sei muito bem como é que isto aconteceu. Acho que ando meio desorientada com as datas e os dias da semana e acabei a dizer que sim a tudo. Não me peçam €€ que no estado em que estou sou bem capaz de vos dizer que empresto sim senhor, mesmo sem ter  tostão furado.



*e não, eu não estou de mini-férias da Páscoa e a minha semana não acabou à quarta... vai acabar mesmo à sexta-feira.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

. ninguém merece

Pessoas de férias a causar o caos no trânsito a meio da manhã a quem tem que ir trabalhar..